B i o g r a f i a

O Quarteto Alcipe é um quarteto de cordas português. Foi formado em 2019 no palácio Casa de Mateus, em Vila Real. Os seus membros são instrumentistas principais da Orquestra Barroca de Mateus. O ensemble interessa-se ativamente pelas técnicas de interpretação historicamente informada, incorporando os elementos do estilo clássico nas suas atuações, incluindo a utilização de cordas de tripa e arcos clássicos nos seus instrumentos.

 

O foco principal do Quarteto Alcipe é a música do período clássico, em particular o repertório da Península Ibérica. O quarteto apresentou-se em vários festivais e salas de concertos em Vila Real, Faro, Galiza e Lisboa. Os projetos futuros incluem gravações dos quartetos de João Pedro de Almeida Mota (1744-1817) e vários concertos por toda a Península Ibérica.

 

Apesar de terem formado o quarteto só em 2019, os músicos do Quarteto Alcipe tocam juntos há mais de quinze anos em colaboração com vários agrupamentos portugueses como o Ensemble D. Joao V, Os Músicos do Tejo e os Divino Sospiro.

 

“Alcipe,” é a alcunha e o pseudónimo adotado por Leonor de Almeida Portugal, Marquesa de Alorna (1750-1839), poetisa, pintora, mulher nobre e patrona das artes.

 

Os membros do Quarteto Alcipe têm o privilégio de poder tocar com arcos fabricados pelo archetier Luis Emilio Rodriguez Carrington.


 

Nota de interesse adicional: os músicos do Quarteto Alcipe também encontram particular satisfação no aspeto social relacionado com as muitas horas que dedicam a tocar música de câmara juntos e que, por vezes, incluem outras atividades como a culinária e a prova de vinhos. O violetista Paul Wakabayashi é um enólogo semiprofissional e uma fonte de inspiração para além da música.

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Tera Shimizu nasceu em Berlim, na Alemanha. Iniciou a sua formação com Josef Kovac, em Princeton, Nova Jersey. Prosseguiu os seus estudos na Juilliard School com Dorothy DeLay, tendo concluído o Bacharelato em Música. Posteriormente estudou violino barroco e interpretação histórica, com Richard Gwilt, no Trinity College of Music, em Londres, tendo concluído uma pós-graduação e recebido o Prémio de Música Antiga. Estudou viola da gamba com Alison Crum. Participou em vários workshops da Academia de Música Antiga de Lisboa e em masterclasses de Anner Bylsma, Simon Standage, Reinhard Goebel, Jordi Savall, Wieland Kuijken, Monica Huggett, Bernhard Forck, Enrico Onofri e de membros dos quartetos Juilliard, Tóquio e Emerson. Apresentou-se nos festivais de Waterloo, Dartington, Pacific Music e La Folle Journée.

 

Trabalhou com Frans Brüggen, Philippe Herreweghe, René Jacobs, Thomas Hengelbrock, Hervé Niquet, Ton Koopman, Leonardo García Alarcón, Roy Goodman e Maxim Emelyanychev. 

 

No domínio da música de câmara, é membro fundador do Quarteto Alcipe e do Ensemble Dom Joāo V e colabora com os agrupamentos Orquestra Barroca de Mateus, Americantiga, Soavi Concenti, Divino Sospiro, Os Músicos do Tejo, Ensemble Avondano, Contraverso, Flores da Música, Udite Amanti, Concerto Campestre e Academia dos Aplicados, entre outros.

 

Tera Shimizu é diretora artística do Ensemble Alorna, um agrupamento de câmara formado por membros da Orquestra Gulbenkian, especializado no repertório barroco e em música contemporânea. É membro da Orquestra Gulbenkian desde 1996.

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Álvaro Pinto  Formado em violino barroco pelo conservatório de Amsterdão fo trabalhou com alguns dos mais prestigiados agrupamentos e artistas na área, nomeadamente, Orquestra barroca da União Europeia, tendo então trabalhado com Roy Goodman, Monica Huggett, Andrew Manze e Lucy Van Dael, La Stravaganza Köln, New London Consort e Musica Antiqua Köln, actuando em alguns dos principais festivais europeus, como o Festival de Maastricht (Holanda), Festival “La Chaise D’or” (França) e festivais de música de Montreal e de Frankfurt, entre outros. 

Entre 1995 e 2005 foi elemento fundador do Ensemble Barroco do Chiado, agrupamento com o qual efetuou numerosos concertos com assinalável êxito tanto em Portugal como em países como a Espanha, Holanda, França, Estados Unidos e Índia em parcerias tão diversas como a Fundação Oriente, Ministério da Cultura, Fundação C. Gulbenkian e Instituto Goethe.

 

Em 2004, foi elemento integrante da orquestra do Festival de música de Aix en Provence (França) trabalhando com o cravista e maestro Kenneth Weiss. 

Em 2006 foi convidado a iniciar um projeto de criação de uma orquestra barroca na Escola de Música do Conservatório Nacional (Orquestra Barroca do Real Conservatório). 

A sua intensa atividade musical inclui participações regulares nos agrupamentos Músicos do Tejo, Orquestra Barroca da Casa de Mateus, Quarteto Alcipe e Ensemble D. João V.

É desde 1997 professor de violino e música de câmara na Academia de Música de Santa Cecília (Lisboa) e na Escola de Música da Nossa Senhora do Cabo (Linda-a-Velha).

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Paul Wakabayashi nasceu na California, Estados Unidos da América onde estudou inicialmente volino na classe de Jenny Rudin e posteriormente viola com Bernard Zaslav (membro do “Fine Arts Quartet”). Estudou com Lillian Fuchs na “Manhattan School of Music” e desenvolveu um intenso trabalho com o prestigiado “American String Quartet” ao mesmo tempo que estudou direcção de orquestra com Glen Cortese e Allan Gilbert. Foi galardoado com o “Kotschalk prize” pela sua excelência na qualidade de música de câmara.
Grande especialista no domínio da música de câmara tendo desenvolvido durante a sua formação um precioso trabalho com os mais prestigiados quartetos do mundo entre os quais se destacam Amadeus, Cleveland, Juilliard, Emerson, Guarneri, Griller e Hungarian String Quartet.
Foi membro fundador do the “Cypress String Quartet” e do “Myriad String Quartet” com o qual recebeu o 1º prémio no Concurso Internacional de Música de Câmara de Carmel. Pertenceu ainda ao Quarteto Olíssipo e ao Trio Olíssipo onde para além do repertório clássico tradicional, interpretou obras de Berio, Schulhoff, Bartok, Golijov e Ligeti. Actuou também com Arthur Balsam, Awadagin Pratt e com o “Mariposa Trio”.


Paul também se dedica á interpretação de “música antiga” e toca viola barroca com Divino Sospiro, Músicos do Tejo, Ensemble Baroque do Chiado, Flor da Música e com o Ensemble Dom João V.
Tem lecionado em diversas “master classes” em Faro, Artave, Escola Profissional de Mirandela e na Escola Profissional de Viana do Castelo. Tem participado regularmente no “Adriatic Chamber Music Festival”. Já teve alunos premiados no concurso Jovens Músicos nas categorias de viola e música de câmara.


Paul Wakabayashi lecciona na Academia Nacional Superior de Orquestra e na Universidade de Évora.
Já gravou para a EMI, Koch e Newport Classics.

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Ana Raquel Pinheiro  Iniciou os estudos de violoncelo aos 12 anos na Escola Profissional de Artes da Beira Interior com o prof. Rogério Peixinho. Licenciou-se em violoncelo na Escola Superior de Artes Aplicadas, na classe dos professores Miguel Rocha e Catherine Strynckx. Concluiu o Curso “Biennio di Specializzazione” em Milão, Itália, com a classificação máxima de 20 valores na Scuola Civica di Musica di Milano na classe de violoncelo barroco do prof. Gaetano Nasillo e mais tarde frequentou o Curso de Mestrado na Academia Nacional Superior de Orquestra/Universidade Lusíada com o professor Paulo Gaio Lima tendo realizado o exame final de curso com a classificação de 18 valores.
Premiada no Concurso Internacional de Arcos Júlio Cardona 2001 com o 2o prémio e Bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian ao longo de vários anos, obteve também uma bolsa de mérito da Fondazione Marco Fodella em Itália. 

Lecciona violoncelo na Escola Superior de Artes Aplicadas (ESART) e na Academia de Música de Santa Cecília (AMSC) onde dirige a Inic. Orquestra de Cordas sendo também coordenadora da classe de cordas. Leccionou no Conservatório de Música da Metropolitana e tem sido regularmente convidada para orientar Masterclasses de violoncelo e Workshops de norte a sul de Portugal, nos Açores e ainda em países como Moçambique e Finlândia. Convidada a integrar júris de concursos como o PJM 2015, categoria de música barroca, e também convidada como Formadora de docentes em ações promovidas pela Casa Pia de Lisboa e pela ESTA-Portugal. 

Frequentou master-classes com violoncelistas tais como Roel Dieltiens, Jeroen Reuling, Rainer Zipperling, Itziar Atutxa, Jed Barahal, Xavier Gaigne-Pan, Antonio Meneses, Márcio Carneiro, Jian Wang, Anner Bylsma, Ivan Monighetti, Luis Claret, Cristoph Coin, etc. 

Colaborou com prestigiadas orquestras nacionais tais como Orquestra Gulbenkian, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra do Algarve, Orquestra Barroca da Casa da Música, etc. e com agrupamentos e orquestras em Espanha e Itália incluindo La Risonanza (IT), La Verdi (IT), Academia Montis Regalis (IT), Orquestra Barroca de Salamanca (ES), El Arte Musico (ES), I Musici di Santa Pelagia (IT), Atalanta Fugiens (IT), La Divina Armonia (IT) entre outras. Tocou em algumas das mais importantes salas de concerto em Portugal, Espanha, Itália e por toda a Europa tendo trabalhado com conceituados maestros: Osvaldo Ferreira, Cesário Costa, Christopher Bochmann, Ernst Schell, Lorenzo Ghielmi, Stefano Montanari, Enrico Onofri, Alessandro DeMarchi, Vanni Moreto, Fabio Bonizzoni, Michel Corboz, Pedro Amaral, Pedro Neves, Pedro Carneiro, Michael Zilm, Lawrence Foster, Emilio Pomarico, etc. 

Tem-se apresentado em recitais a solo como por exemplo no Museu Calouste Gulbenkian e Integrando diversos agrupamentos de música de câmara e diversas orquestras em Portugal, Espanha e Itália gravou para editoras internacionais como Passacaille, Dynamic, Urania Records, Verso, Naxos, etc.
É atualmente membro do Quarteto Arabesco, da Orquestra Barroca Divino Sospiro, Músicos do Tejo, Orquestra Municipal de Sintra, Lisbon Film Orchestra, Ensemble Itinerário, etc. 

É ainda representante do serviço educativo do CEMSP, Associação Divino Sospiro, e músico colaborador no projeto da Orquestra de Camara Portuguesa “Novos Horizontes”.


Autora do livro “O Violoncelo: jogos para miúdos / prescrições para graúdos” publicado pela editora Gradiva em 2016 e autora da “Caderneta de TPC” publicada em 2018. Dedica-se também ao desenvolvimento e criação de material pedagógico sendo fundadora da marca portuguesa de material didático Analógica